janeiro 08, 2007

Calorias

As Calorias são pequenos animais que vivem nos roupeiros e que durante a noite apertam a roupa das pessoas.
Desconhecida

Tenho os meus armários e gavetas atafulhados de bichos!

janeiro 07, 2007

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Coloane, 2001


Idealismo é a capacidade de ver as pessoas como poderiam ser se elas não fossem como são.
Kurt Goetz

Velhinha perdida

Hoje, quando me dirigia para o sítio onde estava a cadela atropelada, passei por uma velhinha chinesa, que já deve andar perto dos 100 anos, vestida com um enorme anorak encarnado. Reparei nela. Porquê não sei.
No regresso, quando comecei a descer a estrada para a vila de Coloane, fiquei incrédula: a velhinha, qual ponto de interrogação vermelho, caminhava empenada, estrada acima, com carros a passarem de um lado e do outro. Sim! Já devia ter feito quase 100 metros assim, a andar no meio da estrada acompanhando os traços descontínuos brancos! Parecia o soldado alemão na "Grande Paródia", um dos vários imperdíveis filmes do duo Louis de Funés/Bourvil...
Como é que é possível que ninguém tenha parado para a ajudar? Nesta terra onde, supostamente, se tem um grande respeito pelos mais velhos, onde tanto se fala do culto dos antepassados?
OK, a velhinha ainda não é antepassada de quem quer que seja, mas tinha um ar de perdida que não enganava ninguém. Com um copo de plástico meio cheio de água na mão... Numa estrada onde o trânsito de camiões enormes está infernal por causa das obras dos casinos...
Parei o carro imediatamente (por sorte não vinha nenhum logo atrás) e lá a levei para a berma.
Estava bem disposta e comunicativa e cuspia que se fartava.
Tinha uma fita pendurada ao pescoço onde, protegido com fita-cola, estava um papel cheio de caracteres mas sem nenhum número de telefone. Pedi ajuda a umas pessoas que por ali andavam e ninguém se mexeu.
Resolvi metê-la no carro, onde o Gaspar fazia de co-piloto esfregando-se entusiasticamente no assento e a Salsa e a Trufa estavam ainda meio-anestesiadas porque tinham sido esterilizadas e estavam de regresso a casa com o pessoal da Anima (que me telefonou por causa da cadela atropelada).
Lá a sentei no banco da frente (o Gaspar passou para o de trás) e fui pedir ajuda à ARTM. Tranquei as portas para que ela não saísse e lá fui buscar alguém para nos ajudar.
Quando chegámos ao carro, encontrámos a velhinha na maior, com um pé em cima do tablier, toda refastelada e nada incomodada com os cães, que também não a estavam a chatear. Como ninguém a percebeu, acabei a levá-la para a polícia.
Quando lá cheguei ninguém me percebia...
Entre português, chinês e inglês tentei explicar que tinha uma senhora muito velhinha no carro que estava perdida.
Acabaram por perceber porque os levei até ao carro.
E lá a deixei, amparada pelos dois polícias a subir as escadas para a esquadra...
Tenho de tentar saber o que lhe aconteceu...

Dourar a pílula

Porque será que as pessoas têm tanta dificuldade em falar de eutanasiar, ou de abater um animal quando tal gesto significa, no fundo, a última prova de afecto, de misericórdia, que se lhe pode dar?
E então usam ridículas expressões como "pôr a dormir", ou mandar para o céu...
Por causa disso, quando hoje cheguei ao sítio onde estava uma cadela atropelada (como me disseram que um veterinário lhe dera uma injecção para a pôr a dormir, pensei que de facto a injecção a pusera a dormir para poder ser transportada para a clínica e não sofrer durante o processo), a pobre bichinha já tinha sido abatida. Felizmente, porque estava num estado lastimoso.
O que é que lá fui fazer?
Levar um tabuleiro (que funcionaria como maca) para que pudesse ser levantada e tansportada com o mínimo de consequências possível.

Parabéns!

Por ontem:
Vasco G., Inês T.
Hoje:
Leonor S.

janeiro 05, 2007

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Veneza, Setembro 2001


Felicidade é a certeza de que a nossa vida não se está a passar inutilmente.
Érico Veríssimo

Gaiteiro de Hamlin

Ultimamente tem havido imensos ratos aqui na zona. O bom sinal é que as cobras da Estrada da Aldeia estão hibernadas.
Mas os ratinhos são uns animais que, pese embora o problema da higiene, acho simpáticos.
Ainda por cima, os que começaram a invadir-me a arrecadação e a pôr os meus cães num reboliço, nem são muito grandes.
De vez em quando lá apareciam mortos na boca de um dos elementos da matilha.
A maior chatice foi que conseguiram entrar dentro de casa, na cozinha, e para além de desbaratarem tudo o que apanhavam a jeito deixavam caganitas em todo o lado.
E punham os cães histéricos às mais incríveis horas do dia e da noite. O Boris quase entrou em afonia de tanto ladrar.
Como se reproduzem imenso - cheguei a encontrar um ninho com três miniaturas que tentei pôr a salvo... - comecei a ver a minha vida a "andar para trás".
Mas não tenho coragem para comprar raticida, que também poderia ser convertido em canicida, por isso ontem resolvi pedir ajuda a quem deve tratar destas questões de sanidade pública; liguei para a linha aberta do IACM.
Coincidência, ou não (o mais provável), os simpáticos bichinhos começaram a desaparecer. Ainda bem!
Muitas vezes, quando vejo ratos, lembro-me da história do Gaiteiro de Hamlin e da frase "quem viver verá, este é o tal que os ratos matará".
Bem sei que a moral da história era outra...

janeiro 04, 2007

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Campo-base do Everest, Tibet, Outubro de 2004

Sejam quais forem os desafios da vida que tenhas de enfrentar, lembra-te sempre de olhar para o alto da montanha, pois estarás assim olhando a grandeza. Lembra-te disso e não deixes que qualquer problema, por insolúvel que pareça te desencoraje, nem deixes que nada mais baixo que o alto da montanha te distraia.
Alfonso Ortiz, n. 1939

Portas tibetanas

Gyantse, Outubro 2004


Encantaram-me.
Como tantas outras coisas que vi no maravilhoso Tibet.
Paisagens de encher a alma, gentes de expressões únicas, roupas e adereços de mil cores, monumentos (templos) impressionantes, céus inesquecíveis, lagos imensos...
E portas e janelas lindas.

Aberrações

Chocante foi a notícia de que um pittbull terrier (raça proíbida em Inglaterra) matou uma menina de 5 anos, que passeava com a avó. Que aberração.
O que terá levado um cão a atacar uma criança? Pela descrição, fê-lo com o intuito de matar pois atacou a cabeça e o pescoço.
E como é que, se é proibído, o homem pôde ter o animal durante quase um ano sem que nada fosse feito para o obviar?
No fundo, todos foram coniventes nesta desgraça. Já sabiam que o animal existia e que era agressivo pois já tinha atacado outros cães.
Porque não foram as autoridades alertadas? Se foram, porque não agiram? Se agiram, porque é que não o fizeram de forma radical (só agora é que o cão foi abatido)?
Continuam as desgraças criadas pelo Homem, que dá vida a seres concebidos com alterações genéticas, em que o instinto predador e a agressividade são apurados.
Há que exterminar o mal na "fonte". Impedir os criadores de raças perigosas de o fazerem.
Quem paga a factura são pessoas indefesas, outros animais e os próprios atacantes que acabam a ser mortos ou desfeitos por outros do mesmo tipo mas mais fortes.
A culpa é dos donos e não só; é de quem permite o negócio; é de quem faz criação. É dos Estados que nada fazem para o evitar, a não ser leis que não são cumpridas, sem penalizar atempadamente os prevaricadores.
Agora, provavelmente, uma data de cães da mesma raça e de outras afins em termos de agressividade, vão ser abatidos.
Em que é que os países "desenvolvidos" são diferentes das autoridades chinesas, que assumem o extermínio de milhões de animais por causa de casos de raiva?

A culpa foi do rebuçado!

Ontem, noticiaram que na Austrália um camião de transporte de leite se despistou e destruiu 3 casas. Ninguém morreu. Apenas alguns animais de estimação não tiveram sorte.
A causa do acidente: o condutor engasgou-se com um rebuçado!
Imagem o que o rebuçado teria causado se em vez de leite fosse transportado combustível...

Parabéns!

António B.

janeiro 03, 2007

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Perto de Dali, Março 2006


Já não quero saber das grandes coisas e dos grandes planos, das grandes instituições e do grande êxito. Prefiro essas pequeninas, invisíveis forças do amor humano que actuam de pessoa para pessoa, que rompem pelas fendas do mundo como finíssimas raízes ou minúsculas gotas de água que, se lhes derem tempo, farão em pedaços os mais pesados monumentos do orgulho.
William James (1842 - 1910)

janeiro 02, 2007

A porta da rua...

É a serventia da casa!
Adoraria encontrar a tradução inglesa correcta... para americano ouvir!
Muitos dos que cagam-lingotes, mesmo que apenas porque a única coisa esperta que fizeram na vida foi casar com uma herdeira de incontáveis milhões, julgam que conseguem comprar tudo. Ou que ameaçando retirar o apoio financeiro conseguem levar a sua àvante. Não sr. mi; faça o que quiser com os milhões de que dispõem.
Há valores de que não abdicamos.
As vidas são mais importantes do que os lucros conseguidos anualmente.
Narrow mind it's yours, americano burro!

Parabéns!

Guida P., Margarida S.

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Yubeng, Abril 2006


Não corras,
Não te aflijas.
Só estás aqui de passagem
E é curta a tua visita.
O importante é parar
e cheirar as flores.
Walter Hagen

Entrei na cozinha...

Dentro de um tacho pus choco aos cubos, cebola, tomate, azeite, açafrão, pimenta, sal.
Deixei estufar.
Acrescentei leite de côco.
Deixei apurar.
Para acompanhar com arroz, ou puré e salada.

janeiro 01, 2007

Parabéns!

Rita M., Rui N., Rui S.

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Tibet, Outubro 2006

A cada segundo começa para nós uma vida nova.
Alegremente, sigamos para a frente ao seu encontro.
Temos de nos apressar, quer queiramos ou não, e caminharemos melhor olhando em frente do que lançando os olhos sempre para trás.
Jerome K. Jerome (1859 - 1927)

2007 aí está!

Taipa, Maio 2006

Que no final deste ano muitos mais milhões de seres estejam mais felizes do que hoje.
Porque haverá:
Mais Paz
Mais Saúde
Mais Amor (que muitas almas-gémeas se encontrem)
Mais respeito
Menos fome
Menos guerras
Menos "canibalismo"