junho 06, 2008

Paxos















A chegada a Paxos prometia uma ilha com praias e águas maravilhosas.
Numa pequena baía que visitámos pouco faltou para me atirar para a água.
Não fora os quase 45 anos, que os deuses quiseram que celebrasse sozinha em Atenas, e sabe quem me conhece bem que era maluca suficiente para o fazer. 
Adoro água, adoro mergulhar, aquele era o cenário ideal para uns mergulhos maravilhosos e que melhor local do que um barco, com alturas variáveis, para o fazer?
Aliás, a última vez que dei uns saborosos mergulhos foi precisamente num barco que alugámos em Maiorca, há 3 anos, e em que acabei a pôr os putos todos a mergulhar comigo, mesmo os que estavam cheios de medo.
Voltando a Paxos, acabei a ter a maior das decepções com o local onde aportámos e, como não havia programa nenhum para esse dia, acabei a fazer alguns acertos com o jet-leg, ou seja, não pus nenhuma leg fora do barco.
Mas entretive-me a tirar umas photos à " Casa das Cabras e das Gaivotas" e ao Farol.
Ah! E pelo caminho fica o melhor que consegui apanhar de um golfinho...

junho 05, 2008

Turandot na Acrópole









Até a esta ópera nos foi possível assistir.
Apesar de não ser das minhas preferidas não resisti.
E valeu a pena, sobretudo pelo sítio.
Teve algo de mágico, de irreal, assitir ao anoitecer sentada naquele anfiteatro milenar...
Da Turandot?
Recordo muito pouco...
Estive sempre a flutuar no encantamento de estar ali, naquele sítio com aquele enquadramento, a imaginar quanto milhares de espectáculos ao longo de mais de dois milénios ali se desenrolaram...
E, ainda por cima, tinha a máquina nervosíssima no meu colo... mas não era permitido tirar fotografias, e eu por norma respeito as normas!
Mas eis que desato a ver flashs a dispararem de todas as direcções e máquinas e telefones portáteis e máquinas de filmar tudo em acção...
E as minhas lentes e a minha máquina fotográfica inconsoláveis, fechadas dentro do respectivo saco LowerPro.
Não!
Ou há moralidade ou disparam todas; e ainda por cima as minhas até conseguiam fazer tudo sem flash!
Ora pois, aqui está a recordação!
Uma noite que foi tão especial que por coincidência, entre tantos milhares de pessoas, ficou ao nosso lado um casal brasileiro - a Sónia e o Walter - que adorei conhecer.

Sócrates continua na prisão!





A prisão onde Sócrates foi encarcerado, fica no Monte Filopapus fronteiro à Acrópole (entre esta e o Pireu).
Qual não foi o meu espanto quando ao chegar ao local encontro uma encarnação do grande filósofo, que tão precioso legado nos deixou.
Não estou a gozar. Podem atestá-lo pelas fotografias!
Estava lá sob a forma de gato, mas não sei se já lhe tinham dado mais alguma dose de cicuta porque o pobre quase não reagia, o que me deixou bastante preocupada.
A sério, não sei se chegou a ver  o dia seguinte.
Para o tentarmos fazer reagir ainda pedi à Ana que lhe atirasse uma pinha (ver fotografia), mas nem se mexeu.
Como os portões estavam fechados não consegui entrar.
Tirei-lhe fotografias com flash, sem flash, bichanei, chamei, népias! Estava mesmo infeliz.
Espero que os vigilantes do parque que têm todos os animais bem cuidados, estejam atentos aos gatos socráticos que vão habitando a prisão para manter viva a presença do filósofo.
E.T. - E não venham com bocas  foleiras de que praticámos violência contra o animal, por causa da pinha, porque quem esteve toda torcida como se tivesse alma de polvo, agarrada às grades, quando só tem duas pernas e dois braços fui eu.
Para acabar a sair dali toda stressada e dorida sem perceber de que mal é que o Sócrates padecia.

maio 30, 2008

Butrint - Albânia













Na Albânia atracámos em Saranda.
O nosso guia é um homem bem disposto que nos mostrou o quadro tenebroso que foi viver sob o regime comunista.
Fez-nos rir bastante, mas aquela forma de vida era verdadeiramente deprimente pois era-lhes passada a mensagem de que todo o mundo era inimigo e que tinham de estar em constante alerta para guerras e invasões eminentes...
Visitámos Butrint.

maio 29, 2008

Atena Partenos







Na sua maioria, as imagens são detalhes do frontão.
A primeira é a que recordo desde sempre, e é por causa de poder fazer fotografias como esta que carrego tele-objectivas que quase me destroem a coluna.
É a minha parte maquiavélica... e a vítima sou eu!
Mas a felicidade que o resultado me provoca compensa tudo!