janeiro 24, 2007

Mary



Está comigo há um ano!

Livro de estilo (III)

Avisos e informações paroquiais:

"Temos na paróquia uma área especial para crianças, para todos os que tenham filhos e não o saibam."

"As reuniões de recuperação de autoconfiança são quarta, às oito. Por favor, entrem pela porta traseira."

" Sexta, os meninos do Oratório farão uma representação de Hamlet. Toda a comunidade está convidada a tomar parte nesta tragédia. "

"Prezadas senhoras, não esqueçam a próxima venda para beneficiência. É uma boa oportunidade para se livrarem das coisas inúteis que têm. Tragam os vossos maridos!"

"Tema da catequese de hoje - Jesus caminha sobre as águas. Tema de amanhã - Em busca de Jesus."

"O coro da terceira idade será suspenso durante o Verão, com o agradecimento de toda a paróquia."

" Novembro finalizará com uma missa cantada por todos os nossos defuntos."

" O torneio de basquete das paróquias continua! Venham aplaudir-nos. Vamos tentar derrotar o Cristo-Rei!"

"Na quinta, às cinco, haverá reunião do grupo de mães. As senhoras que queiram formar parte do grupo de mães, é favor dirigirem-se ao escritório do pároco."

"Informam-se os interessados que o preço do curso sobre - Oração e Jejum - inclui as refeições."

"É favor colocar as esmolas no envelope, junto com os defuntos que querem que lembremos na missa."

"Quinta, começaremos a catequese para meninos e meninas de ambos os sexos."

janeiro 23, 2007

"Imagens que passais pela retina dos meus olhos"

Deqin, Abril 2006

...

Yubeng, Abril 2006


O êxito parece muito ser uma questão de aguentar depois dos outros terem desistido.
William Feather

Parabéns!

Ana S., Zé P.

janeiro 22, 2007

E depois dizem que as azelhas somos nós!

Um estudo realizado nos EUA - Universidade Carnagie Mellon - comprovou que a condução masculina é 78% mais perigosa que a feminina.
As estatísticas há muito que comprovam este facto, mas o machismo das ideias persiste.
No total de acidentes mortais registados nos EUA entre 1999 e 2004, em 116.493 casos o condutor morto era um homem e só em 40.381 era uma mulher. Mais... desde 1998 existe paridade no número de cartas de condução; segundo as seguradoras, em 2004 foram 73000 os acidentes mortais; destes, em 46.200 o condutor era um homem.
Quanto aos acidentes ligeiros 11.2 milhões foram provocados por homens contra 8 milhões da responsabilidade de mulheres.
O Verão é mais perigoso do que o Inverno e um jovem de 18 anos corre pouco menos riscos como uma mulher de 80! À meia-noite os homens correm três vezes mais riscos de terem um acidente do que as mulheres...
Palavras para quê? Os números falam por si!
Gostaria de saber quais as estatísticas em Portugal, onde o faloforismo impera em toda e qualquer estrada.

Parabéns!

Zé PT

janeiro 21, 2007

"Imagens que passais pela retina dos meus olhos"

Macau, Julho 2004

...

Zhongdian, Abril 2006

Escolhe um trabalho que ames e não terás que trabalhar o resto da tua vida.

Livro de estilo (II)

Hoje, na missa realizada na Sé de Macau, e transmitida pela televisão, foi lida a "2a. Espístola de S. Paulo aos Discípulos".

janeiro 20, 2007

"Imagens que passais pela retina dos meus olhos"

Macau, Abril 2006

...

Lijiang, Abril 2006

Amar é arriscar-se a não ser retribuído no amor.
Ter esperança é arriscar-se à desilusão.
Mas deve correr-se riscos, porque o maior risco da vida é nada arriscar.
A pessoa que nada arrisca nada faz, nada vê, nada tem e nada é.
É incapaz de saber, de sentir, de mudar, de crescer, de amar e de viver.

Exausta, mas feliz!


Foi como cheguei a casa depois de uma tarde inteira a participar no "Carnaval dos Cães 2007".
O IACM organizou e convidou a Anima e a AAPAM para participarem.
Levámos cerca de 40 cães; 13 foram adoptados e 2 estão reservados. E eu que tinha receio de sonhar com 4 ou 5 adopções...
Foi uma festa! Todos os voluntários se divertiram e gozaram cada momento com os nossos "canitos", e muitas foram as pessoas que incrédulas olhavam para tantos cães ABANDONADOS!
É isso que me faz feliz, ver a admiração com que os olham, pelo seu bom aspecto, pela sua meiguice.
Foi bom sonhar a Anima. Melhor foi torná-la realidade.
Obrigada a todos os que ajudaram a que a nossa tarde fosse tão especial - Isabel, Inês, Marina, Margarida, Melanie, Paula, Sara, Maria, Zélia, Zé, Rita, Nini, Tatiana, Igor, Nádia, Tomás, Artur, Bruno, Kikas, Sandra, Terence, Gina, Julie, Isa, Daniel, Rafael, Nuno, Tati, Jójó, Vilma, Paulinha e a todos os anónimos que passavam e ficaram a ajudar-nos.
E também à TDM - TV e ao Jornal Tribuna pelas entrevistas (só o muito amor à causa me fez falar tão descontraidamente...) e pelo apoio que desde a primeira hora nos deram, permitindo-nos dar esperança e felicidade a pessoas e animais.

Parabéns!

Daniel M., Marta S.

janeiro 19, 2007

"Imagens que passais pela retina dos meus olhos"

Macau, Maio 2006

...

Tibet, Setembro 2004

Até que o Sol brilhe, acendamos uma vela na escuridão.

Parabéns!

Natália S.

janeiro 17, 2007

"Imagens que passais pela retina dos meus olhos"

Tibet, Outubro 2004

Livro de estilo (I)

My made "porgot" to tell me that the disinfectant to the bathroom is "pinished".
She has a very strange taste: she likes to eat rice with shrimp or mango paste and with "condénsed mélk"...

Brrrr... Está frio!

Um dos motivos que levam a que me mantenha neste lado do mundo é o clima de Macau.
Apesar de humidíssimo e quente no Verão, não tem Invernos rigorosos e prolongados.
E eu destesto frio!
Mas hoje, o tempo amanheceu chuvoso e, ao longo do dia, levantou-se vento e a temperatura arrefeceu.
De tal modo que quando cheguei a casa dei de caras com a minha empregada, o que me espantou.
As 4as feiras são sagradas; às 19h30 lá vai ela toda arranjadinha para a igreja (uma dessas evangelistas, ou similar, que por aí abundam). A maior parte dos filipinos, como se sabe, é muito beata...
Quando lhe perguntei o que se passava respondeu-me " Ma'am, is to cold!".
Ora esta! Até o frio é mais forte do que a fé...
Por isso é que não sou religiosa.
Se o Diabo existir mesmo acho que prefiro ir para o Inferno.

A verdadeira alegria no trabalho

Não resisti a tornar pública esta pérola feita pelo King George III, na sequência de um email enviado para a área em que trabalha...

"Dear all,
If you want to apply for free swimming lessons, please fill the form "Fichas de Natação do Desempenho dos Trabalhadores da Adminstração Pública".
How it works? Simple. In case you had a note of 3 on your "Desempenho", you're entitled to 3 free lessons. If you got 4, you're entitled to 4 free lessons, and so and so. You get the idea. Aditional lessons will cost you only $100 patacas each.
Let's keep in shape and swim as much as we work hard! Don't forget to bring your goggles and swim cap!
Your swim coach,
George III"

Parabéns!

Tiné.

janeiro 16, 2007

Solidariedade: há dois anos também era assim


Testemunho do apoio dado no Sri Lanka aos donos e aos seus animais de estimação, após o Tsunami. Ver mais aqui

Violoncelos e barbies


Em defesa do padrão
João Ubaldo Ribeiro

Não entendo nada de mulher, claro. Aliás, ninguém entende, nem mesmo Freud, que, num momento de aparente exasperação, perguntou o que as mulheres querem e morreu sem saber. Por sobre isso, mister se faz ressalvar que as considerações abaixo são feitas apenas por um amador, esforçadíssimo mas jamais um craque junto a elas, não contando com a experiência de certos amigos meus (alguns já finados, devem ter morrido disso), muito mais afeitos ao convívio com o afamado Eterno Feminino. Para parco consolo nosso, creio que minha condição é partilhada pela maioria dos cada vez mais perplexos machos da espécie. Somos mais ou menos como torcedores de futebol - temos teorias que julgamos irretorquíveis, mas bem poucos somos bons de bola.

Sou provocado a aventurar-me em terreno tão resvaladiço por causa das notícias, cada vez mais freqüentes, de moças que, na busca de atingir o padrão de beleza vigente, caem vítimas de anorexia nervosa e morrem. Ninguém gosta de saber desses acontecimentos tristes, motivados pela ânsia de identificação com o modelo hegemônico ou, mais patético ainda, pelo afã de ter sucesso numa carreira equivocadamente julgada fácil, mas dificílima e penosíssima, onde um número enorme de jovens se perde todos os anos. Mas, claro, só aparecem as lindas e bem-sucedidas, cuja vida para suas admiradoras é um mar de rosas de festas e glamour. E que padrão de beleza é esse, será mesmo o padrão, digamos, ´natural´, será de fato o preferido por homens e mulheres que não estão comprometidos com o conhecido ´Barbie look´?

Quanto às mulheres, massacradas sem clemência por gostosas irretocáveis (na verdade retocadas pelo Photoshop), que não têm uma manchinha na pele, uma estriazinha escondida, uma celulitezinha e ostentam dotes de uma perfeição na verdade fictícia, não posso falar muito. Mas quanto aos homens posso, porque ouço a opinião de muitos deles e não só saudosistas do modelo violão (em inglês ´hourglass look´, aparência de ampulheta), mas jovens também. Em primeiro lugar, devo afirmar enfaticamente, não por demagogia ou qualquer interesse subalterno, mas em função de uma permanente pesquisa sociológica informal, existe vasto e devotado mercado para as gordinhas e até para as mais gordinhas do que as gordinhas.

Meu querido e finado amigo Zé de Honorina deplorava a ´falta de carne´ da atualidade e a ausência de cintura que parece ser causada pela malhação contemporânea e admirava com sincero fervor estético certas enxúndias bem colocadas, em moças e senhoras que passavam pelo largo da Quitanda, onde fazíamos ponto. Eu mesmo tenho uma comadre gordinha, casada há décadas com um marido amantíssimo que a conheceu bem gordinha e fica indignado quando ela perde um quilinho.

Fatores culturais também interferem nisso. Se apreciamos uma calipígia (da bunda bela), as fronteiras com a esteatopígica (da bunda gordinha) são tênues e a rapaziada do boteco qualifica de divinal o que as americanas, que, para começo de conversa, não têm bunda nem para pensar em concorrer com a brasileira e, portanto, tendem a desdenhar o que não podem alcançar, consideram gorda. Mulher tem que ter cintura, violão ou ampulheta não interessa, mas é vital a formosa concavidade entre as costelas e as ancas.

Creio mesmo, que, consultada a opinião pública, tanto de homens como de mulheres, mesmo as descinturadas por uma malhação perversa, a maioria concordaria em que mulher tem que ter cintura, faz parte da figura feminina, é clássico, é até constituinte do doce mistério das mulheres. E há muitas gordinhas, sim senhor, mantidas no modelo violão. Está bem, violoncelo, mas com a cintura no lugar. E sei que as descinturadas, conscientemente ou não, também sabem disso, porque noto, entre as muito fotografadas, que elas procuram sempre posar curvando os quadris para um lado, fingindo ainda ter a cintura insensatamente perdida.

Agora, para alegria dos violonófilos e cinturistas, chega evidência científica de que o padrão esquelético ou Barbie nunca esteve com nada, não deverá estar com nada no futuro e só está com alguma coisa no presente devido a interesses de mercado circunstanciais. Diz aqui numa revista científica que o dr. indiano Devendra Singh, da Universidade do Texas, chefiando uma equipe que analisou centenas de milhares de textos literários ocidentais, onde eles refletiam as preferências estéticas de suas épocas, chegou à conclusão de que a cintura, notadamente, a cintura fina, sempre foi elogiadíssima nas mulheres e tida com um elemento básico em sua beleza.

Mais ainda, o dr. Singh estudou detidamente os dois grandes épicos indianos Mahabharata e Ramayana, além de poesia chinesa clássica, e as referências à beleza das mulheres com cintura fina são inúmeras. A tal ponto chegaram as pesquisas do Dr. Singh, também diz aqui na revista, que sua conclusão é de que o cérebro humano é naturalmente programado (wired) para considerar a cintura, principalmente a fina, como parte essencial da beleza feminina.

E, mais ainda, não se trataria de algo arbitrário na evolução da espécie, mas relacionado com a saúde. As que têm cintura- a-ha! -têm mais saúde. Isto sem dúvida abre horizontes quiçá radiosos para muitos de nós, homens ou mulheres, hoje escravizados pelo pensamento único imposto por estetas de meiatigela. Os modernos somos nós, os violonófilos; as antiquadas são as Barbies. Espero que o país se una em torno do restabelecimento do legítimo padrão nacional e que a mulher brasileira, pioneira natural solertemente desviada por uma falsa modernidade colonizada, reassuma sua estatuesca e inimitável majestade de Vênus tropical, das cheinhas às magrinhas, todas com cintura e bunda, o Criador seja louvado.

janeiro 15, 2007

TLEBS, também não!

Manobra fatal e rito fúnebre

Hoje de manhã, li num jornal que uma motociclista morreu na Rua Sidónio Pais, no Sábado. Na sequência de uma manobra perigosa feita por ela própria, segundo testemunhas oculares.
O que é "prato do dia" nesta terra onde o trânsito está cada vez mais caótico. Muito por culpa dos motociclistas, que tentam enfiar-se à louca em tudo o que é buraco, e também por causa dos muitos condutores vindos do outro lado da fronteira (onde se sabe que a anarquia rodoviária impera e os acidentes se sucedem em catadupa), que cortam curvas e mudam de faixa sem fazer piscas, guiam como se estivessem a treinar para o grande prémio (mesmo os camiões TIR carregados de coisas para os casinos) e andam em sentido contrário. Sim! Na 6a. feira de manhã, uma ciclista circulava toda descontraída a caminho de Coloane, mas na via Coloane - Taipa...
Onde estão os polícias de trânsito? Parados ao pé dos parquímetros à espera que acabe o tempo... Sim, é muito mais rentável!
Infelizmente, a mulher deixou para trás uma família desolada.
E quando hoje à tarde passei na Sidónio Pais, e parei para ir a uma ATM, ouvi música.
Um bonzo oficiava em memória da vítima no local do acidente, rodeado de familiares alguns dos quais choravam de forma lancinante. Enquanto as pessoas que passavam a pé olhavam entre o impressionado e o intrigado porque muitas delas, estrangeiras, não percebiam o que estava a acontecer.
No chão pivetes e oferendas votivas fúnebres eram queimados, de acordo com a tradição, para que o espírito da morta, nesta nova fase, possa descansar em paz.
Também lho desejo.

...

Yubeng, Abril 2006


A antiga felicidade murchou e morreu. Mas olha, a terra está coberta de verdura... frágil começo de uma vida nova e melhor.
Pam Brown

Pipi das Meias Altas


Que saudades! Era um dos meus ídolos!
O que eu delirava a ver os episódios em que a irreverente miúda, sempre acompanhada do macaco Mr. Nilson e do cavalo às pintas, fazia tudo o que lhe dava na gana.
Talvez porque as diferenças entre nós assentassem mais no facto de eu não ser ruiva e não ter nem macaco, nem cavalo.
Certa vez, para não lhe ficar atrás, e porque os meus amigos diziam que eu não seria capaz de o fazer, resolvi esperar de pernas em cima da mesa que a minha professora da 1a. classe entrasse na sala de aulas.
Se a Pipi o fazia...
Por causa dessas e doutras, havia quem dissesse que eu era enchertada em corno de cabra.

janeiro 13, 2007

Compras!!!!!!!

Aproveitei a ida a HK para comprar uns álbuns para prenda de casamento no Shangai Tang, onde não consegui resistir a comprar também calças girissímas, para a Beatriz e a Inês, e gorros e luvas, para a Laura, e Vera e a Clara, as razões pelas quais sou pentatia.
Pelo caminho aproveitei para ir à Loewe comprar um perfume, à Joyce cheirar outros perfumes e ao Alexandre de Paris comprar uns ganchos e duas bandeletes.
E para mais não dá o orçamento, pelo menos até Junho. Isto de pagar casas em Pókó tem que se lhe diga...
Mas HK, é mesmo uma loucura para compras! Principalmente em época de saldos...

Micheylândida

Hoje houve festa no hotel da Disney em HK. A Princess Melanie Ho Iesu fez 3 anos, celebrados na sala Gata Borralheira.
O gozo dos adultos, para além do recordar o encanto que também sentimos por aqueles personagens, é mesmo ver a alegria das crianças que começam por ter medo do Pluto e do Goofey, entregam-se aos mimos e à doçura da Gata Borralheira (em taje de baile) e deliram com o Mickey e com a Minnie, a quem enchem de beijos.

Parabéns!

Melanie H. I.

janeiro 12, 2007

Não!

Gata na ponte

Coloane, Janeiro 2007

Ontem, logo após ter saído do IC, recebi um telefonema de alguém que tinha visto um gato a meio da ponte Sai Wan, na direcção Macau-Taipa.
Telefonei ao nosso staff que já ía a caminho.
Fiz o caminho a 40 à hora mas não consegui ver nada. Talvez alguma "alma caridosa" tivesse resolvido salvar o bicho... Caso contrário poderia ter caído à água.
Por via das dúvidas, voltei para Macau e tornei a fazer a viagem até à Taipa, desta vez entre 20 e 30 à hora. Felizmente ningém me insultou por ir a "pisar ovos".
E valeu a pena. A dada altura, lá vi uma coisa que parecia um bicho enroscada por cima de um dos tubos já do lado de fora da ponte.
Parei o carro, pus os quatro piscas e lá fui, devagarinho, a tentar que o gato não se assustasse e me arranhasse, ou saltasse borda fora. Agarrei-o pelo cachaço, com cuidado. Desatou a miar, mas devia estar de tal forma assustado que nem tentou fugir. Tinha um fio com um guizo ao pescoço.
Pareceu-me logo ser uma gata tipo tartaruga. E é. Uma gatinha, adulta mas não muito grande, ligeiramente ferida. Está prenha. Levei-a ao veterinário.
Está tudo bem e agora vai ficar de quarentena no nosso shelter.
A G.R., da Anima, como eu, resolveu que ela deveria chamar-se Fafá.
Há quem ache que ela foi atirada para fora de um carro. Não sei. Há gente capaz de tudo.
Hoje, quando ía para o trabalho vi um gato esborrachado na Ponte da Amizade.
O pobre não teve tanta sorte como a Fafá.

Vem aí!

O fim-de-semana!

janeiro 11, 2007

janeiro 10, 2007

Gestações


No dia 1 de Janiero, vi no National Geographic Channel, In the Womb: Animals um programa fabuloso sobre a vida intra-uterina em 3 espécies de mamíferos.
Uma cadela golden retriever, uma golfinha e uma elefanta, foram acompanhadas desde a fecundação até ao nascimento das crias.
Ou seja, a cadela durante 63 dias, a golfinha durante 12 meses e a elefanta durante 21 meses.
Foi lindo poder ver o desenvolvimento gradual de 9 cachorros, 1 golfinho e 1 elefante - que começam todos tão parecidos, e ao crescer atravessam fases curiosas como, por exemplo, o golfinho que a dado momento tem aquilo que poderia vir a ser uma pata (prova de que teria há milénios um antepassado que vivia fora de água), mas que desaparece numa fase evolutiva posterior.
É daqueles programas que tem de ser visto mais do que uma vez, para podermos captar todos os pormenores, todos os detalhes...
Que nos deixam mais ricos.

janeiro 09, 2007

...

Tibet, Outubro 2004

O nosso caminho não é de relva suave, é um trilho de montanha pejado de muitas pedras.
Mas segue em frente, para cima, rumo ao Sol.
Ruth Westheimer
E encontrarás a serenidade.

Não!



Para que conste, sou ateia.
E não vivo em Portugal mas pago impostos (que preferiria ver usados em eutanásias).

Liberta

Oásis no deserto Kizil Kum, Junho 2001


E em paz!
É como me sinto.

Amigo não tem defeito

Coloane, Maio 2006 (Hera e Tyro)


Uma mensagem linda, em PP, que a MINHA MAIOR AMIGA me mandou.
Uma Amizade que foi cimentada ao longo de 20 anos, com 18.000 quilómetros de terra e mar pelo meio.
T., és-me preciosa!

janeiro 08, 2007

Prova suprema de egoísmo

A dada pela mulher espanhola, considerada a mais velha mãe do mundo, que há cerca de 1 semana teve gémeos.
É inacreditável que alguém tenha tanto empenho em realizar-se, que não hesite em ter filhos aos 67 anos. E o pai, se é que existe, que idade tem? 90?
É uma anormal prova de egoísmo e não de amor.
Como anormais são todos os que colaboraram.
O que é que a "ciência" está a tentar provar?
Vão também tentar fazer com que a mãe viva até aos 100 para poder acompanhar os filhos? Ou até aos 150 para que ainda venha a ser bisavó?

Calorias

As Calorias são pequenos animais que vivem nos roupeiros e que durante a noite apertam a roupa das pessoas.
Desconhecida

Tenho os meus armários e gavetas atafulhados de bichos!

janeiro 07, 2007

...

Coloane, 2001


Idealismo é a capacidade de ver as pessoas como poderiam ser se elas não fossem como são.
Kurt Goetz

Velhinha perdida

Hoje, quando me dirigia para o sítio onde estava a cadela atropelada, passei por uma velhinha chinesa, que já deve andar perto dos 100 anos, vestida com um enorme anorak encarnado. Reparei nela. Porquê não sei.
No regresso, quando comecei a descer a estrada para a vila de Coloane, fiquei incrédula: a velhinha, qual ponto de interrogação vermelho, caminhava empenada, estrada acima, com carros a passarem de um lado e do outro. Sim! Já devia ter feito quase 100 metros assim, a andar no meio da estrada acompanhando os traços descontínuos brancos! Parecia o soldado alemão na "Grande Paródia", um dos vários imperdíveis filmes do duo Louis de Funés/Bourvil...
Como é que é possível que ninguém tenha parado para a ajudar? Nesta terra onde, supostamente, se tem um grande respeito pelos mais velhos, onde tanto se fala do culto dos antepassados?
OK, a velhinha ainda não é antepassada de quem quer que seja, mas tinha um ar de perdida que não enganava ninguém. Com um copo de plástico meio cheio de água na mão... Numa estrada onde o trânsito de camiões enormes está infernal por causa das obras dos casinos...
Parei o carro imediatamente (por sorte não vinha nenhum logo atrás) e lá a levei para a berma.
Estava bem disposta e comunicativa e cuspia que se fartava.
Tinha uma fita pendurada ao pescoço onde, protegido com fita-cola, estava um papel cheio de caracteres mas sem nenhum número de telefone. Pedi ajuda a umas pessoas que por ali andavam e ninguém se mexeu.
Resolvi metê-la no carro, onde o Gaspar fazia de co-piloto esfregando-se entusiasticamente no assento e a Salsa e a Trufa estavam ainda meio-anestesiadas porque tinham sido esterilizadas e estavam de regresso a casa com o pessoal da Anima (que me telefonou por causa da cadela atropelada).
Lá a sentei no banco da frente (o Gaspar passou para o de trás) e fui pedir ajuda à ARTM. Tranquei as portas para que ela não saísse e lá fui buscar alguém para nos ajudar.
Quando chegámos ao carro, encontrámos a velhinha na maior, com um pé em cima do tablier, toda refastelada e nada incomodada com os cães, que também não a estavam a chatear. Como ninguém a percebeu, acabei a levá-la para a polícia.
Quando lá cheguei ninguém me percebia...
Entre português, chinês e inglês tentei explicar que tinha uma senhora muito velhinha no carro que estava perdida.
Acabaram por perceber porque os levei até ao carro.
E lá a deixei, amparada pelos dois polícias a subir as escadas para a esquadra...
Tenho de tentar saber o que lhe aconteceu...

Dourar a pílula

Porque será que as pessoas têm tanta dificuldade em falar de eutanasiar, ou de abater um animal quando tal gesto significa, no fundo, a última prova de afecto, de misericórdia, que se lhe pode dar?
E então usam ridículas expressões como "pôr a dormir", ou mandar para o céu...
Por causa disso, quando hoje cheguei ao sítio onde estava uma cadela atropelada (como me disseram que um veterinário lhe dera uma injecção para a pôr a dormir, pensei que de facto a injecção a pusera a dormir para poder ser transportada para a clínica e não sofrer durante o processo), a pobre bichinha já tinha sido abatida. Felizmente, porque estava num estado lastimoso.
O que é que lá fui fazer?
Levar um tabuleiro (que funcionaria como maca) para que pudesse ser levantada e tansportada com o mínimo de consequências possível.

Parabéns!

Por ontem:
Vasco G., Inês T.
Hoje:
Leonor S.

janeiro 05, 2007

...

Veneza, Setembro 2001


Felicidade é a certeza de que a nossa vida não se está a passar inutilmente.
Érico Veríssimo

Gaiteiro de Hamlin

Ultimamente tem havido imensos ratos aqui na zona. O bom sinal é que as cobras da Estrada da Aldeia estão hibernadas.
Mas os ratinhos são uns animais que, pese embora o problema da higiene, acho simpáticos.
Ainda por cima, os que começaram a invadir-me a arrecadação e a pôr os meus cães num reboliço, nem são muito grandes.
De vez em quando lá apareciam mortos na boca de um dos elementos da matilha.
A maior chatice foi que conseguiram entrar dentro de casa, na cozinha, e para além de desbaratarem tudo o que apanhavam a jeito deixavam caganitas em todo o lado.
E punham os cães histéricos às mais incríveis horas do dia e da noite. O Boris quase entrou em afonia de tanto ladrar.
Como se reproduzem imenso - cheguei a encontrar um ninho com três miniaturas que tentei pôr a salvo... - comecei a ver a minha vida a "andar para trás".
Mas não tenho coragem para comprar raticida, que também poderia ser convertido em canicida, por isso ontem resolvi pedir ajuda a quem deve tratar destas questões de sanidade pública; liguei para a linha aberta do IACM.
Coincidência, ou não (o mais provável), os simpáticos bichinhos começaram a desaparecer. Ainda bem!
Muitas vezes, quando vejo ratos, lembro-me da história do Gaiteiro de Hamlin e da frase "quem viver verá, este é o tal que os ratos matará".
Bem sei que a moral da história era outra...

janeiro 04, 2007

...

Campo-base do Everest, Tibet, Outubro de 2004

Sejam quais forem os desafios da vida que tenhas de enfrentar, lembra-te sempre de olhar para o alto da montanha, pois estarás assim olhando a grandeza. Lembra-te disso e não deixes que qualquer problema, por insolúvel que pareça te desencoraje, nem deixes que nada mais baixo que o alto da montanha te distraia.
Alfonso Ortiz, n. 1939

Portas tibetanas

Gyantse, Outubro 2004


Encantaram-me.
Como tantas outras coisas que vi no maravilhoso Tibet.
Paisagens de encher a alma, gentes de expressões únicas, roupas e adereços de mil cores, monumentos (templos) impressionantes, céus inesquecíveis, lagos imensos...
E portas e janelas lindas.

Aberrações

Chocante foi a notícia de que um pittbull terrier (raça proíbida em Inglaterra) matou uma menina de 5 anos, que passeava com a avó. Que aberração.
O que terá levado um cão a atacar uma criança? Pela descrição, fê-lo com o intuito de matar pois atacou a cabeça e o pescoço.
E como é que, se é proibído, o homem pôde ter o animal durante quase um ano sem que nada fosse feito para o obviar?
No fundo, todos foram coniventes nesta desgraça. Já sabiam que o animal existia e que era agressivo pois já tinha atacado outros cães.
Porque não foram as autoridades alertadas? Se foram, porque não agiram? Se agiram, porque é que não o fizeram de forma radical (só agora é que o cão foi abatido)?
Continuam as desgraças criadas pelo Homem, que dá vida a seres concebidos com alterações genéticas, em que o instinto predador e a agressividade são apurados.
Há que exterminar o mal na "fonte". Impedir os criadores de raças perigosas de o fazerem.
Quem paga a factura são pessoas indefesas, outros animais e os próprios atacantes que acabam a ser mortos ou desfeitos por outros do mesmo tipo mas mais fortes.
A culpa é dos donos e não só; é de quem permite o negócio; é de quem faz criação. É dos Estados que nada fazem para o evitar, a não ser leis que não são cumpridas, sem penalizar atempadamente os prevaricadores.
Agora, provavelmente, uma data de cães da mesma raça e de outras afins em termos de agressividade, vão ser abatidos.
Em que é que os países "desenvolvidos" são diferentes das autoridades chinesas, que assumem o extermínio de milhões de animais por causa de casos de raiva?

A culpa foi do rebuçado!

Ontem, noticiaram que na Austrália um camião de transporte de leite se despistou e destruiu 3 casas. Ninguém morreu. Apenas alguns animais de estimação não tiveram sorte.
A causa do acidente: o condutor engasgou-se com um rebuçado!
Imagem o que o rebuçado teria causado se em vez de leite fosse transportado combustível...

Parabéns!

António B.

janeiro 03, 2007

...

Perto de Dali, Março 2006


Já não quero saber das grandes coisas e dos grandes planos, das grandes instituições e do grande êxito. Prefiro essas pequeninas, invisíveis forças do amor humano que actuam de pessoa para pessoa, que rompem pelas fendas do mundo como finíssimas raízes ou minúsculas gotas de água que, se lhes derem tempo, farão em pedaços os mais pesados monumentos do orgulho.
William James (1842 - 1910)

janeiro 02, 2007

A porta da rua...

É a serventia da casa!
Adoraria encontrar a tradução inglesa correcta... para americano ouvir!
Muitos dos que cagam-lingotes, mesmo que apenas porque a única coisa esperta que fizeram na vida foi casar com uma herdeira de incontáveis milhões, julgam que conseguem comprar tudo. Ou que ameaçando retirar o apoio financeiro conseguem levar a sua àvante. Não sr. mi; faça o que quiser com os milhões de que dispõem.
Há valores de que não abdicamos.
As vidas são mais importantes do que os lucros conseguidos anualmente.
Narrow mind it's yours, americano burro!

Parabéns!

Guida P., Margarida S.

...

Yubeng, Abril 2006


Não corras,
Não te aflijas.
Só estás aqui de passagem
E é curta a tua visita.
O importante é parar
e cheirar as flores.
Walter Hagen

Entrei na cozinha...

Dentro de um tacho pus choco aos cubos, cebola, tomate, azeite, açafrão, pimenta, sal.
Deixei estufar.
Acrescentei leite de côco.
Deixei apurar.
Para acompanhar com arroz, ou puré e salada.

janeiro 01, 2007

Parabéns!

Rita M., Rui N., Rui S.

...

Tibet, Outubro 2006

A cada segundo começa para nós uma vida nova.
Alegremente, sigamos para a frente ao seu encontro.
Temos de nos apressar, quer queiramos ou não, e caminharemos melhor olhando em frente do que lançando os olhos sempre para trás.
Jerome K. Jerome (1859 - 1927)

2007 aí está!

Taipa, Maio 2006

Que no final deste ano muitos mais milhões de seres estejam mais felizes do que hoje.
Porque haverá:
Mais Paz
Mais Saúde
Mais Amor (que muitas almas-gémeas se encontrem)
Mais respeito
Menos fome
Menos guerras
Menos "canibalismo"

dezembro 31, 2006

Sam, o meu orgulho




No dia 17 de Julho fui ao vet para pedir que se libertasse o Sam duma vida que lhe estava a ser muito penosa.
Ao olhá-lo senti que afinal ainda não tinha chegado o momento, que com ajuda e carinho recuperaria.
Resolvi levá-lo para casa - na clínica tinham medo dele porque é muito grande... Tinha 3/4 do corpo paralisado.
As imagens mais antigas foram tiradas a 17 e a 28 de Julho.
Hoje anda, corre com alguma dificuldade e continua cá em casa. Feliz.
Foi uma das coisas boas que me aconteceu em 2006...

Adeus 2006

Coloane, 2003
O que mais lamento tenha acontecido, acima de todas as outras, foi a guerra entre israelitas e palestinianos.
Todas as mortes, gratuitas e desnecessárias, decorrentes do instinto predador dos fanáticos religiosos, ou do lunatismo demagógico dos muitos buhses deste mundo.
O que dispensava foram os maus momentos por causa d' "O diabo que veste Prada", as decepções que me inflingiram e que inflingi, o bolo de anos comprado de véspera que nunca existiu, a vela que ninguém levou, as palavras que ficaram por dizer, a hipocrisia, a cobardia, a mentira, o egoísmo.
O que mais celebro é a Clara, que me fez pentatia, o ter estado em Portugal com as outras quatro sobrinhas, o resto da família, os amigos, o casamento da Carolina e do Francisco; todas as pequenas e grandes vitórias quotidianas da Anima.
Levo comigo o "passo consentido", os livros que li, as fotografias que tirei, os passeios que dei, os momentos de convívio humano-canino no meu jardim. Os Amigos para o resto da vida...

Parabéns!

Catarina P.

dezembro 30, 2006

Diana e Pedro

Pé em Éfeso, Agosto 2001


Casam hoje.
Duas pessoas especiais.
Que o futuro, que hoje começam, vos traga momentos tão especialmente especiais como vocês.

dezembro 29, 2006

Uma pena demasiado leve para tanto mal

A que aplicaram a Saddam Hussein.
Uma verdadeira estupidez.
A maior e melhor punição seria mantê-lo vivo; pô-lo, de alguma forma, a compensar as vítimas ainda vivas (sim, devem ser muito poucas, ou... talvez não porque há pessoas com graves problemas de saúde devido a experiências químicas feitas por, exemplo, na região onde vivem os curdos) e as suas famílias de todas as violências e perseguições por ele ordenadas.
Aí sim, o insane, prepotente e orgulhoso tirano sofreria.
Para quê torná-lo um mártir?

...

Veneza, Setembro 2001

Aprende com o passado.
Não chegues ao fim da vida só para descobrires que não viveste.
Muita gente, quando chega a sua hora de abandonar a terra, olha para trás e vislumbra a alegria e a beleza que não teve porque os medos em que viveu lhe impediram.
Clearwater

Sara, 30/6/2004 - 28/12/2006

Perto de Luang Prabang, Dezembro 2003


Como? Porquê?
Foi entre a incredulidade e a revolta que ouvi mais esta notícia: criança de dois anos e meio morre devido a maus tratos.
Triste menina cuja curta vida, pelos vistos, teve muito de pesadelo e pouco de sonho.
A Sara foi mais um prego cravado na vergonha que no nosso país se deve sentir por acontecerem casos destes. Por continuarem a acontecer casos destes.
Com a agravante de a educadora ter feito o alerta, a 4 de Dezembro, junto da Comissão de Portecção de Menores, para a anormalidade da situação.
Que as consciências de quem foi conivente, por não ter agido a tempo, pesem que nem um navio afundado.
Triste Estado, que leva de 2006 várias "histórias" destas para contar. Quantas levará de 2007?
Que espécie somos nós?
Na Natureza as fêmeas matam para proteger as crias...

dezembro 28, 2006

Na cabeça de um tinhoso


Era onde a minha mãe dizia que eu seria capaz de comer gelado. Adoro gelados! Desde que me conheço. Dos de feira aos Haagen-Daz.
Um dos episódios que fica para a minha história, aconteceu na Feira da Ladra, teria eu cerca de 4 anos. Vi um vendedor de gelados, dos de cone, e não me calei enquanto não me compraram um; estava deliciada a saboreá-lo quando, desgraça!, a minha mãe resolve prová-lo. Porque achou que sabia a sabão obrigou-me a deitá-lo fora. Entre incrédula e desesperada eu só dizia: "Ó mãe não! NÃO! É tão bom! Só mais uma lambidela! Só mais uma lambidela!".
Talvez seja por causa deste episódio que como gelados que nem um aspirador. Só páro quando chego ao fim. E depois fico a olhar para os outros que ainda mal começaram. Como é que conseguem?
Quando íamos às matinées, achava que a minha amiga Guida fazia de propósito para me provocar. Já eu tinha acabado e ela ainda tinha imenso gelado pela "frente". Porque sabia que eu era incapaz de fazer como ela, ficava a ver-me qual cão de Pavlov a "babar-me de inveja".
Mais tarde, no liceu eram as idas, entre furos de aulas, até Cascais, de combóio, para nos banquetearmos no Santini ou no Tchipepa (de preços mais acessíveis)... A Clara, a Cristina, eu, o Paulo, o Pêpê comíamos gelados até fartar; cheguei a sair de lá várias vezes a tremer de frio e com a língua dormente!
Mas ironia das ironias, quando fui operada à garganta nem lhes toquei; só me lembro de ver toda a gente, deliciada, à minha volta a comer os gelados comprados para mim.
Porquê falar de gelados nesta altura do ano? Porque os tenho comido todos os dias. Irresistivelmente. E se fico com frio meto-me na banheira.
O resultado? Daria uma verdadeira musa inspiradora para o Botero.

De icebergues a baleias, de tubarões a batatas


Dizem que AML é a ponta do icebergue. Que foi apanhada uma baleia...
Cá p'ra mim é mais um tubarão (as baleias ainda "andem" por aí). E burro, ainda por cima! Caso contrário teria feito tudo com mais subtileza, mais discrição. Ou talvez os elementos no poder na RAEM estejam (estivessem) pura e simplesmente convencidos de que são impunes.
Sim, porque se dependesse do CCAC, só mesmo a lavoura continuaria a avançar e apenas as "small potatoes" podres seriam recolhidas, p'ró cabaz das notícias comprovativas da transparência da administração e da "eficaz" caça à desonestidade...
Valha-nos HK não andar a dormir.
Mais valia que todo o dinheiro que no CCAC gastam em materiais de estímulo à honestidade e à bufice fosse investido a minorar os problemas dos muitos elementos da população cuja qualidade de vida se degrada a olhos vistos.

dezembro 26, 2006

...

Podes ter tudo o que quiseres se o desejares desesperadamente.
Deves desejá-lo com uma força que te irrompa da pele e se vá juntar à energia que criou o mundo.
Sheila Graham

Crianças no Chade


Nunca ouviram falar do Pai Natal.
O presente que, há poucos dias, algumas receberam foi perderem toda a família e terem de procurar abrigo e apoio num campo de refugiados que só protege órfãos. Muitos vindos do Sudão.

Tsunami


Quando, a 10 de Dezembro de 2004, ela me entrou pela sala para se despedir, porque eu partia de férias nessa noite, jamais imaginei que seria um adeus para sempre.
Lá conversámos um bocadinho, entusiasmadas porque a Vera estava quase a nascer. Eu ía para Portugal, eles íam para Khao Lak.
Quando, pouco dada a efusões afectivas, se preparou para sair da sala disse-lhe:
"Então? Não me dás um beijinho e um abraço? Já só voltas a ver-me para o ano..."
Como estávamos longe de imaginar o que o futuro, tão próximo, traria...

2005 chegou.
Mas a (para mim) Bell, como centenas de milhar de outras pessoas, ficou pelo caminho, a 26 de Dezembro, nas águas da onda gigante que tanta felicidade destroçou.
Ainda bem que nalgumas coisas sou extrovertida e que lhe pedi aquele abraço.
Jamais pensei que fosse o último.

A mensagem mais querida

"Já pedi ao Pai Natal o meu presente... Uma Boa AMIGA para SEMPRE. Por isso se um tipo gordo, de vermelho, com barbas tentar embrulhar-te, colabora.(...)"
Por estanho que pareça, acho que o tal tipo gordo, de vermelho, com barbas estava connosco naquela subida do rio até Alcoutim...

dezembro 21, 2006

De quem é o túmulo KV 63?


Nas duas últimas noites vi no Discovery Channel a cobertura que fizeram sobre o andamento da pesquisa arqueológica no túmulo KV 63, descoberto no Vale dos Reis no final de 2005/início de 2006, apenas a c. de 60 metros do túmulo de Tutankamon.

Prefiro, de longe, a leitura à televisão.
De vez em quando lá faço um esforço e mantenho acesa a caixa de imagens em movimento, para além do período normal do dia - o noticiário local e o de Portugal, transmitido em directo ou diferido.

Sei que há estações televisivas que apresentam programas interessantes. Mas o problema é que a maior parte tem aquele cunho infernal dos americanos, com a irritante maneira de falar - "Well, you know Mike, is really fabulous blábláblá" ........ "You're totally rigth, Fiona is a very scaring situation, blábláblá" -, sempre sensacionalista, para o qual não tenho pachorra. Na verdade não é só uma questão de pachorra; fico mesmo irritada e "à beira de um ataque de nervos", com aquelas descrições dos acidentes, das tragédias, graças ao autismo narcisista que os caracteriza. Para além disso, acresce os infernais intervalos quase tão extensos como cada parte do programa.

Mas a paixão que tenho pela história do Egipto, como pela da Grécia, de Roma, das muitas civilizações antigas, enfim... por História, levou-me a ficar "agarrada" à televisão.

Apesar do teste aos nervos (será que eles acham que quem está a ver o programa sofre de alzheimer e por isso repetem a mesma coisa um sem número de vezes, bem como as imagens a que se referem?), segui a reportagem com inegável interesse:


Imensos vasos selados e 7 sarcófagos, inexplicavelmente cobertos com uma resina negra que tapou toda e qualquer inscrição reveladora da identidade das pessoas a quem se destinavam.
Nenhum continha a respectiva múmia; no entanto pelo extilo artístico utilizado foi possível datá-los como sendo da XVIII dinastia, ou seja, dos Amen-hotep/Amenófis, de Akhenaton (o faraó herético que cortou com o politeísmo dos sacerdotes tebanos, que mudou a capital para uma nova cidade Tell el-Amarna), de Tutankamon (Tut) - talvez o mais falado faraó de todos os que governaram o Egipto não pelas grandes obras/feitos que realizou (não teve tempo para isso), antes porque o seu túmulo foi descoberto intacto, em 1922. Foi também a dinastia das grandes esposas reais Ti, Nefertiti, Ankhsenamon.


A peça mais valiosa encontrada foi um minúsculo sarcófago para bebé revestido a folha de ouro.


Até ao momento em que as pesquisas foram suspensas em Julho, terminou a estação arqueológica, ainda não tinha sido descoberta a destinatária - as opiniões de que era para uma mulher são quase unânimes.

Seria para Kiya, esposa menor de Akhenaton, a mãe de Tut? Para a sua avó Ti?
Graças aos acontecimentos anteriores e posteriores à sua morte, não é de crer que fosse para Ankhsenamon, a mulher de Tut, filha da grande esposa real Nefertiti.

Segundo alguns historiados, esta foi sempre fiel à religião monoteísta criada pelo pai Akhenaton, e tudo tentou para garantir que o mesmo sucederia com o seu marido e meio-irmão.
Os defensores da tese de assassinato de Tut acreditam que este teria sido orquestrado por influência dos membros do clero tebano, conluiados com personagens influentes e ambiciosas como Ay (nobre, intendente dos carros reais, uma posição de grande prestígio que manteve durante o reinado de Tutankhamon) ou Horemheb (militar de alta patente), que acabariam por ver os seus intuitos realizados, dado que ambos foram faraós. Aliás a XVIII dinastia terminou com Horemheb.
Após a morte do marido, Ankhsena teria ainda tentado casar com um príncipe hitita, para assegurar herdeiros, mas este foi assassinado e a rainha acabou por casar com o velho Ay. Crê-se que terá sido morta ou obrigada a suicidar-se por nunca ter aceite a "nova ordem".
Assim sendo, porque se casou segunda vez e porque acabou condenada não deve ter sido enterrada no Vale dos Reis.


Aguardemos o recomeçar das pesquisas, a análise de todos os imensos e preciosos artefactos encontrados, de flores a restos de papiros, de almofadas a linho da melhor qualidade, de jóias a pedaços de carne, de vegetais como o alho a peças de cerâmica...; pode ser que um dia, este segredo com 3000 anos possa ser desvendado.

Para maior riqueza da história da humanidade e como recompensa para o esforço de todos os que integram a equipa de pesquisa e que diligente e pacientemente se entregaram a este projecto - seria um túmulo que foi transformado em arrecadação de materiais funerários? a quem se destinava? onde está a família de Tut?


Para mim, a mais valia da presença dos elementos do Discovery Channel é o facto de se poder estar "por dentro" da equipa de peritos, acompanhar o rigor e precaução com que tudo é preparado, executado e analisado. Destaco o trabalho de Nadia Lukma, Chefe de Conservação, que teve a seu cargo fortalecer a madeira dos sarcófagos, de modo a que estes pudessem ser abertos, transportados sem que se reduzissem a pó...



http://dsc.discovery.com/convergence/egyptkv63/egyptkv63.html
Em http://msnbc.msn.com/id/12990529/ pode ser lida uma entrevista do director da investigação Otto Schaden.


dezembro 19, 2006

É o eu!


Dizia a minha sobrinha Vera, quando no Sábado passado lhe perguntavam quem fazia anos.
E digo eu quando perguntarem quem foi a tia desnaturada e alérgica que, por causa duma data de espirros e companhia, se esqueceu dos anos da sobrinha...
Mas aqui fica a recordação do apagar da vela, pela Vera, no dia 16 de Dezembro de 2006.

...

Tibet, Outubro 2004


Porque eu sou
do tamanho do que vejo
e não do tamanho
da minha altura.
Alberto Caeiro

Sonho de Natal

Yubeng, Abril 2006

Gostaria que neste Natal, em comparação com o que passou, e com os que antes dele passaram, fossem muito menos os seres de todas as espécies que sofrem por esse mundo fora, que alguns homens teimam ser só seu.
Gostaria que este meu desejo não fosse, apenas, um utópico sonho.